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Condução 4x4 - Terrenos difíceis

Um dos maiores aliciantes do Todo-o-Terreno é a vitória sobre o "impossível". Às vezes, num passeio de uma centena de quilómetros o que melhor se recorda são meia dúzia de metros de "trialeira" que com suavidade, talento e técnica se conseguiram superar. Normalmente, quanto mais difícil é o terreno mais suavidade de condução se tem de utilizar, já que a brutalidade e ou a fogosidade raramente resolvem um problema. A melhor coisa que há a fazer para ultrapassar um obstáculo realmente complicado (vala funda, pedregulho enorme ou encosta muito inclinada) é olhá-lo atentamente, estudá-lo e depois "atacá-lo" com a suavidade que referimos, mas sem medo e muita determinação.
Como conselhos gerais podemos sugerir que as valas devem ser sempre transpostas em diagonal e nunca de frente, com o carro em redutoras, com uma mudança baixa engrenada. Muitas vezes basta encostar a roda ao obstáculo, dar uma pequena aceleradela e já está, ou então, quase inacreditável, desligar o motor quando ele já está encostado ao obstáculo, engrenar as mudanças que referimos... e dar à chave de ignição sem o pé na embraiagem. Parece um milagre como ele passa com a maior das facilidades.
Muitas vezes não conseguimos subir um obstáculo porque excedemos o limite do curso da suspensão, entrando-se no que se chama "cruzamento de eixos". Isto é, se uma roda da frente e a traseira do lado oposto estão mais altas do que as outras duas e se essa distância é maior do que o curso da suspensão, as rodas em vez de tocarem no solo com pressão suficiente ficam no ar, deixando de haver tracção. O que há a fazer é colocar pedras debaixo das rodas que estão no ar até se conseguir apoio suficiente.
Um truque que às vezes resulta é arrancar muito devagarinho com o travão de mão completamente accionado. Se ele estiver mesmo bem afinado, impede o efeito de diferencial, funcionando como se de um bloqueio se tratasse. E não se esqueça de desbloquear a barra estabilizadora se a sua viatura for um Patrol GR da última geração.
Mais complicada é a transposição de inclinações laterais muito pronunciadas e a passagem de cursos de água, ficando a resolução deste último problema para um próximo artigo.
Quanto à passagem de inclinações laterais muito pronunciadas, o primeiro conselho é tentar efectuar primeiro uma observação a pé, não vá existir no meio uma inclinação que exceda largamente o ângulo de inclinação máxima da viatura, com a inevitável cambalhota.
Ataque a passagem com determinação, procurando sempre saber para onde quer ir, já que correcções demasiado bruscas podem complicar imenso as coisas. Se houver um buraco onde as rodas do lado descendente da inclinação caiam, não deixe de acelerar para o ultrapassar normalmente. Acima de tudo, não caia na tentação de travar, já que aí o equilíbrio dinâmico deixaria de existir e a probabilidade de um tombo aumentaria consideravelmente. Se sentir o carro escorregar procure virar as rodas no sentido contrário e acelere. Nunca trave, mas se vir que a única possibilidade é mesmo continuar no sentido que ele quer, não o contrarie, "componha-o" e continue suavemente até poder parar.
Lembre-se sempre que a condição essencial para transpor obstáculos difíceis é sempre utilizar o melhor do seu bom senso e sensibilidade.

Condução 4x4 - Condução em lama

Ao contrário do que acontece na areia, a lama coloca, muitas vezes, problemas que não conseguimos resolver sozinhos, sem a ajuda exterior, sendo o piso mais difícil de vencer.
Assim sendo, dois conselhos básicos, a abrir: ainda mais do que numa situação normal de TT, não se aventure num lamaçal sozinho; em segundo lugar, numa travessia complicada não faça entrar um veículo, sem que outro já tenha transposto toda a zona. Perderá a possibilidade de um reboque, além do que, em situações limite, ir procurar a ajuda de um tractor a pé, pode ser muito aborrecido...
Mas há vários tipo de lama, que colocam, também, problemas diferentes.
Sem colocar problemas de "atascanços", a camada de lama fina que por vezes se forma sobre a superfície dura de um estradão obriga a uma condução especial para evitar um despiste. Terá de conduzir uma forma muito suave, sem alterações bruscas de aceleração e mantendo o volante "com luvas de seda". Dá muito gozo, mas é preciso sangue frio e muita sensibilidade para controlar a derrapagem permanente em que nos encontramos.
Na lama intermédia, normalmente os primeiros carros conseguem passar, umas vezes aumentando a pressão dos pneus para chegar ao solo firme, se este não é muito fundo, outras vezes baixando a pressão, de modo que o pneu role com maior superfície, baixando-se a pressão por cm2, se a camada é muito espessa. Um grande perigo é a precária aderência, podendo o carro atravessar-se ou sair em frente numa curva.
Nos grandes lamaçais, a coisa "fia mais fino". Se puder evite-os, até porque, normalmente, muito poucos possuem pneus de tacos, adaptados a este tipo de piso. Se tiver mesmo de passar e a distância a vencer for pequena, acelere a fundo em redutoras, com a 2ª a ou a terceira engatadas, sem tirar o pé.
Quando se tem mesmo de passar num sítio de lama mole (para contornar um obstáculo na pista), poderá antecipar-se aos problemas e utilizar ramos, pedras, ou pranchas de desatascamento, antecipando-se deste modo ao possível problema.
Fuja das zonas baixas cobertas de relva verdinha e evite, igualmente os terrenos lavrados. Qualquer um desses locais dá atascanço pela certa.
Uma boa ajuda pode ser dada pelo macaco "high-lift", mas terá de arranjar um apoio suficientemente consistente, ou vê-lo-à desaparecer paulatinamente pela lama dentro.

Condução 4x4 - Cursos de Água

A travessia de cursos de água é uma manobra frequente no fora-de-estrada, quer sejam rios, ribeiras ou mesmo charcas de maior ou menor caudal ou dimensão.

Todos os fabricante de veículos todo-o-terreno indicam nas suas características técnicas a profundidade máxima de água que estes podem atravessar, e que se situa, nos modelos disponíveis no mercado, entre os 500 e os 700 milímetros.

No entanto, há que ter alguns cuidados, porque se na transposição de lama ou areia, por exemplo, um disparate se paga apenas com muito tempo perdido e algum suor, um erro na travessia da água pode causar avarias muito, mas mesmo muito caras ... e a impossibilidade de seguir viagem.

Antes de entrar com o seu veículo na água, lembre-se da temperatura a que pode estar o motor. Se a água estiver muito fria (o que acontece quando é proveniente dos degelos), o choque térmico pode ser enorme e acabar por partir ou abrir fendas no bloco, ou danificar qualquer outro órgão mecânico.

Nunca se fie no golpe de vista ou na experiência de passagens anteriores pelo mesmo local, para entrar por ali dentro "a matar". A refracção da luz na água provoca situações enganadoras e o que lhe pode parecer um inofensivo "espelho" de água com 20 ou 30 centímetros, pode acabar por se revelar num fundão com um metro, escondido por uma pedra. O mais certo é a água entrar pelo filtro de ar e lá se vai um motor...

Faça uma inspecção prévia ao local, utilizando uma vara. É preferível molhar os pés do que danificar irremediavelmente a viatura. Além do mais, a inspecção com a vara vai permitir-lhe verificar se o fundo é suficientemente duro para aguentar com o peso ou se existe lodo, etc.

Desconfie das águas paradas, que normalmente escondem fundos mais moles. É preferivel atavessar num sítio pedregoso, mais estável e com melhor tracção.

A solução teórica ideal para a travessia de um curso de água será sempre na perpendicular às margens para que a distância a percorrer seja menor. No entanto, se houver correntes, é conveniente fazer uma linha oblíqua, de modo a melhor poder controlar o seu veículo.

Arranque em redutoras, com uma mudança engrenada que lhe permita transpôr todos os obstáculos. É conveniente acelerar o veículo de modo a não deixar enter água pelo tubo de escape e também para provocar uma pequena onda na sua frente. Essa onda vai ocasionar uma menor altura da água na frente do motor, não deixando que as pás da ventoinha de refrigeração lhe toquem.


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 Travessa da Passagem n.º 24
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